l o v e explosion
assim que vejo
Tuesday, July 04, 2006
tudo bem e você? tudo bem aqui. faz tempo né?
senta e me conta enquanto eu passo um café,
agora comprei um gravador.
ou em outra ordem
pro banheiro, da sala eu via, uma vida
que se calava à luz da porta da geladeira
que iluminava o corredor da sala e a ponta
do cobertor ainda quente sobre o sofá após
duas horas mal dormidas acompanhadas pelo
horário nobre da tv aberta chiada.
alí onde você sempre me encontrava, no segundo
andar do prédio que só sobe de escada. o gato se
esfrega na porta de te ouvir passar, pra cuidar.
a bicicleta parada, a fruteira vazia, café expresso.
já era outono.
foi ai vi, um mundo inseguro de mim
Saturday, October 15, 2005
Tuesday, August 02, 2005
cachor
cachorros são legais, conheço alguns, tenho outros, todos legais,
legais mesmo. acho que todos deveriam ter um mascote pra
dividir o tempo, que seja um cachorro ou um lírio que goste de
sombra.
percebi que sou dramático, frustrei-me não conseguindo mais
escrever sobre amores. eu sei é reclamar sobre, isso tem cura?
ta difícil, não vou aguentar mais a máquina de escrever rindo
da minha cara de bobo. ela rí de mim, logo eu
Saturday, June 18, 2005
um garoto e uma garota
que foi assim quando ninguém esperava, começaram a andar de mãos
dadas por essas ruas movimentadas da cidade, deixando seus sorrisos
para as crianças, deixando o melhor dos seus dias no perfume que me
acalmava, na gola da camisa surrada. foi assim, quando eu menos
esperei, que você entrou na minha vida, foi assim que eu sempre quis
mas nunca acreditava, porque esse mundo nunca me disse que existia
alguém que fosse assim, tão forte em mim, que me sorria e eu me deixava
levar, enquanto andava sem destino, porque no final em algum canto bonito
agente parava, mas na verdade tudo era mais bonito, soava como os amores
tranqüilos, chocolate, flores e tudo mais aquilo.
e assim acho que a gente se fez.
e quando não da pra colocar isto em palavras eu me contento só em pensar,
mas queria deixar claro, que eu faço isto o tempo todo. é você cara, é você.
seu lugar é o mais especial de todos, palavras de um garoto sincero e sortudo.
Sunday, May 29, 2005
sua vontade de vida
cara naquela quinta-feira os amigos não puderam ir ao bar de encontro,
então, marcos foi sozinho, já meio desanimado com a vida e alguns trocados
no bolso, mas mesmo assim, em casa é que não poderia ficar. depois do quinto
copo descobriu que sua cerveja é tão mais amarga sem alguém pra amar, mas
não queria contar isso pra ninguém. marcos queria mesmo um amor, mas não
achava palavras pra dizer o quanto aquilo era intenso dentro do seu mundo,
de ponta-cabeça, tudo se resumia a uma noite com ele mesmo, ao lado de
desconhecidos num bar, remoendo suas próprias derrotas. veja lá, marcos,
a vida é muito maior do que sua rotina diária e o leite azedo da geladeira,
mas não dava mais, os livros de auto-ajuda viraram contos de fadas e as frases
de calendário perderam o sentido com o tempo. ele precisava de algo mais,
algo dizendo, com todas as palavras, que a vida era maior que aquilo, não
esses versinhos que se acha em qualquer canto, marcos precisava, mais do
que nunca, de um pouco de vida.
chegou em casa, tratou o gato e fez as malas, isso mesmo, fez as malas. não
aguentaria mais nem mais um dia com aqueles vizinhos amargos. deixou todos
seus discos pra trás, marcos só levou a roupa do corpo e o dinheiro que estava
poupando desde o começo do ano, e o gato, ficou pra seu amigo mais querido.
foi procurar por algum motivo, foi isso que ele disse. e não voltou ainda, talvez
nunca volte mesmo, ninguém sabe ao certo, onde marcos foi se meter. mas algo
me faz acreditar, que talvez seja melhor marcos não voltar, porque amanhã marte
pode atacar ou a morte pode chegar.
é melhor morrer tentando, porque mesmo com todas as incertezas que ele teve
antes de pisar no capacho, marcos foi, vai que qualquer dia ele se encontra por ae,
vai que qualquer dia, eu volte a vê-lo. é só o que eu posso dizer, é só isso.
Monday, January 24, 2005
pra depois
não sei porque ainda perco tempo com este diário do blogger,
eu deveria estar terminando meus desenhos e jogar o site no ar
até o final do mês no máximo - mas caramba, sempre deixo essas
coisas pra depois, as mais importantes. ah ta bem, uma hora sai
não tenho escrito nada, mas tenho pensado em tanta coisa que as
vezes não me dou conta, o tempo passa e eu não passo pro papel.
talvez eu esteja precisando de um daqueles gravadores de bolso,
sempre achei legal quem usava, meio doentio, mas eu gostava.
ando maricas, dos mais maricas! chorando com comerciais, clipe
do jota quest (tapa na testa), as músicas mais bobas possíveis -
eu ando estranho, não da pra escrever sobre essas coisas - saca?
é isso
Friday, December 24, 2004
me conte sobre o azar
'tell me am i right to think that there could be nothing better
than making you my bride and slowly growing old together
don't you feed me lines about some idealistic future
your heart won't heal right if you keep tearing out the sutures'
ele procura algum motivo naquela vida só sua. o tolo não tinha
percebido que já tinha morrido. todos olhavam o desespero nos
olhos da criança, correndo pelos corredores - berrando por só
mais uma música, por só mais um amor, que seja. berrava por vida
e se desequilibrava em seus cadarços desamarrados. aquele que
não sabia sobre a vida, quando achou ter descoberto o seu
caminho, na verdade descobriu que ainda havia uma vida inteira
para ser desvendada. uma jukebox na sua frente, com a trilha
sonora perfeita - e o garoto sem nenhuma moeda. assim é a vida
mas eu não sei se sou alguém para poder dar alguma certeza disso.


